O músico tinha 76 anos de idade, vítima de paragem cardiorrespiratória. Deixa uma carreira com mais de cinco décadas e uma obra que marcou a música portuguesa tais como Frágil, Encosta-te a Mim ou A Gente Vai Continuar.
O cantor e compositor português Jorge Palma morreu na noite de segunda-feira, 21 de setembro de 2026, aos 76 anos. A causa do falecimento foi uma paragem cardiorrespiratória.
A confirmação foi feita através de um comunicado conjunto emitido pela sua família e pela agência do músico nas redes sociais. Na nota de despedida, a mulher Rita Tomé, os filhos Vicente e Francisco Palma e os seus managers expressaram um "profundo pesar e consternação" e deixaram um apelo emotivo: pediram que o artista "seja lembrado pelas suas canções e palavras", agradecendo o carinho e a amizade demonstrados ao longo de mais de 50 anos de carreira. Até ao momento, os detalhes relativos às cerimónias fúnebres ainda não foram divulgados publicamente.
Nascido em Lisboa em 1950, Jorge Palma começou a sua formação na música clássica, aprendendo piano aos seis anos. Contudo, foi no rock e na canção de autor que encontrou a sua verdadeira assinatura, tornando-se num dos criadores mais singulares da cultura nacional portuguesa.
Deixou um espólio de 14 álbuns de originais, arrancando a solo com Com Uma Viagem na Palma da Mão (1975) e assinando trabalhos aclamados como Bairro do Amor, Norte, Voo Nocturno e o seu último registo de originais, Vida (2023).
Canções como Frágil, Deixa-me Rir, Encosta-te a Mim, Jeremias, O Fora da Lei, Dá-me Lume e Estrela do Mar integraram-se permanentemente no cancioneiro e na memória coletiva de Portugal.
Ao longo da vida recebeu o Prémio José Afonso (2002), a Medalha de Mérito Cultural da Cidade de Lisboa (2020) e foi agraciado como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. Em abril de 2026, foi homenageado com o conceituado Prémio Carreira nos PLAY – Prémios da Música Portuguesa.
O Presidente da República, António José Seguro, e o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, emitiram notas oficiais destacando que Portugal perdeu um "ícone da música" cuja obra continuará a ecoar nas melodias e na identidade das várias gerações.
Dezenas de músicos, intérpretes e amigos próximos recorreram aos meios de comunicação e às plataformas digitais para chorar a perda de um homem elogiado unanimemente pela sua "generosidade e genialidade" em palco e fora dele.
